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Espero que gostem do meu blog, minha intenção é expor os meus pensamentos e sentimentos a todos aqueles que
tiverem vontade de ver e compartilhar um pouquinho de mim...

Fiquem a vontade para postar qualquer comentário..é bom saber a opinião de vocês.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

PORTA DO CORAÇÃO




“Todos admiravam aquela obra de arte. Um observador curioso, porém, achou uma falha no quadro: A porta não tinha fechadura. E foi perguntar ao artista: - "Sua porta não tem fechadura! Como se fará para abri-la?" - "É assim mesmo" - respondeu o pintor :
- "Esta é a porta do coração humano. - Só se abre do lado de dentro".


sexta-feira, 15 de junho de 2012

POR UM FIO DE CABELO


Tenho um irmão de 42 anos de idade viciado em crack!!!
O que mais me deixa triste é que os traficantes fazem o que querem, hoje desapareceu um tubinho de talco que comprei... Novinho nem usei... Como muitas coisas que tive e desapareceram.
Aí, quando perguntado onde foram parar os meus pertences tenho sempre a mesma resposta: Não fui eu...
Acho que a minha casa é assombrada ou tem algum tipo de mágica, pois os objetos criam patas e saem correndo daqui.
Voltando aos traficantes, eles impunemente aceitam qualquer mercadoria como base de troca para este mal do século 21 que é o crack. Perdemos coisas que jamais poderiamos pensar que seria possível. Vou deixar de exemplo somente um: Um canarinho com um olho só que não cantava porque tinha um trauma por ter sido maltratado pelo dono anterior. Ele, entre outras coisas foram base de troca para o vicio do meu irmão.
Hoje tomei uma decisão, se não consigo ajudá-lo, pois ele se recusa religiosamente à nossa mão e conselhos, vou começar a erguer meus muros, eletrificar meu patrimônio e fechar todas as possibilidades.
Sinto-me triste de ter que presenciar em primeira pessoa tudo isso; deixei minha vida de lado em um país distante para estender uma mão amiga, mas agora ao redor dela me protejo com arames farpados...
Até quando pode um ser humano se rastejar por um vicio onde os que sofrem são aqueles que estão mais próximos?
Até quando os verdadeiros causadores desta destruição familiar ficarão impunes e do lado da “lei” sem castigo?
Enquanto não tenho respostas me privo de ter o que quero para evitar que se transformem em combustível para os milhares de cachimbos espalhados por aí...
A vida corre por um fio de cabelo e vai chegar um dia em que ele se rompa trazendo conseqüências drásticas... Quem sabe um alívio...


sexta-feira, 1 de junho de 2012

SOMOS O QUE SOMOS


O brasileiro é um povo extremamente inteligente, parecem ser graduados nas maiores universidades do mundo, deixando Harvard ou Oxford no bolso.


Criamos mil e uma formas para burlar qualquer tipo de coisa, gastamos toda a nossa energia tirando proveito de todas as oportunidades e fazemos de tudo para sairmos bem no que for oportuno, seja ele em grande ou pequena escala.


 Adoramos cortar o trafego pelo acostamento, não cedemos o passo a ninguém, nos colamos atrás do carro à nossa frente como se estivéssemos nos preparando para a ultrapassagem justo na saída do vácuo... Não quero mencionar as faixas de pedestres que são invisíveis aos olhos daqueles que se encontram entre o assento e o volante.


Ontem quase fui atropelando cruzando uma destas faixas e, como recompensa ainda ganhei de presente um dedo apontando para cima.


O brasileiro é um ser realmente estranho, vive reclamando do alto valor de tudo, da quantidade exorbitante de impostos que pagamos, mas não somos capazes de eleger e cobrar duramente nossos direitos aos nossos governantes.
Direito este que só é atingido se você for de complexidade branca e com a carteira cheia de dinheiro, assim você se torna mais um intocável como muitos que existem por aí, aqueles que se locomovem pelas cidades nos seus aviões privados ou em maquinas que valem mais que dezenas de moradias.


Esta tribo, que acha que “esta bombando” ou que é “a bola da vez” não tem a mínima idéia do que estão fazendo; vendemos todas as nossas matérias primas a preço de banana, permitimos que potências estrangeiras adquiram nossas terras e nossas florestas e, mesmo assim ficamos calados. Preferimos gastar nosso suado dinheiro com compras na terra do “Tio Sam” escoando nossas divisas e enriquecendo aqueles que fazem de tudo para que sejamos pobres.


Construímos muros cada vez mais altos, enchemos de câmeras de segurança e cercas eletrificadas para ficarmos presos dentro da nossa própria fobia e do medo de não poder ser o que somos.


Não damos valor ao ensino profissionalizante, base indiscutível para que nossas futuras gerações aportem o seu grão de areia e tenham condições de uma vida decente.


Noto que na maioria das casas existem inúmeros aparelhos de televisão. Na minha, por exemplo, existe uma em cada quarto. Já vi até televisão em banheiros e perto da churrasqueira. A televisão induz e cega, extirpa nossas almas sem piedade e impõe regras que somos obrigados a digerir calados.


Nossas crianças já não levam consigo a ingenuidade e sim portam toda a maldade que lhes ministram nosso ensino decadente, onde se leva com a barriga ano atrás ano, formando um bando de descerebrados manipuláveis, bem do jeito que eles querem.


A classe podre de rica, quero dizer, podre e rica necessita destas condições para proliferar, como fazem as bactérias. Se retirarmos uma destas condições ela já terá muita dificuldade em sobreviver.


A resposta de tudo isso esta em um bom livro, está em desligar as telas da TV, de aproveitar a quantidade ilimitada de informação que o espaço virtual nos oferece.


A resposta é exigir com ferocidade tudo que os nossos governantes prometeram e são pagos para cumprir. É fazer cara feia, abrir a boca e não tragar aquilo que nos impõe. Não devemos aceitar que temos que ser o país mais corrupto do mundo, que nossa gasolina é a pior do mundo e que nosso sistema de saúde esteja sucateado, que as nossas ruas estejam em um estado deplorável e, enquanto isso vemos o “Impostômetro” bater recordes inimagináveis.


Vamos deixar de assistir novelas, deixar ser promíscuos e sem educação e, só assim poderemos ser orgulhosos de ser o que somos.


Adão (Francesco Messina - 1929)